Reflexões do Cotidiano

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Era das Mega-fusões começou!!!


Quem acompanha os noticiários deve ter ouvido falar da união de empresas como Itaú e Unibanco, Perdigão e Sadia e Ponto Frio e Casas Bahia, a essa fusão de grandes concorrentes damos o nome de mega-fusão. Mas será que a população entende em que isso pode prejudicar ou beneficiar o mercado consumidor?
O beneficio que pode ocorrer é a baixa de preços e a melhor qualidade do produto final, porém, o principal efeito negativo é o prejuízo ao consumidor pelo fim da concorrência, com isso marcas são extintas e o direito de escolha do consumidor é limitado.
Esse ciclo da economia está apenas começando, se as empresas brasileiras não se fundirem, alguém vem de fora e compra, porém essa união deve ser fiscalizada para que não haja prejuízo ao consumidor, negar a essas empresas o crescimento seria negar a capacidade delas disputarem o mercado global.
Nesse contexto é dever do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a decisão final sobre a matéria concorrencial, ele analisa os efeitos desses negócios para evitar prejuízos ou restrições a livre concorrência, e caso necessário impor restrições à operação como condição para sua aprovação; fiscaliza também condutas anti-concorrenciais, reprimindo praticas como cartéis, vendas casadas, acordos de exclusividade, dentre outros; e para difundir a cultura de concorrência é necessário a parceria com universidades, institutos de pesquisa, associações e órgãos do governo.
Porém cabe a população na qualidade de usuária desses produtos e serviços fiscalizar se os seus direitos estão sendo garantidos e caso contrario denunciar aos órgãos de defesa do consumidor e cobrar para que seja tomada uma providencia.
Esse movimento na economia prejudica e beneficia o consumidor que de mãos atadas acaba apenas pensando e tentando adivinhar que grande marca será absorvida em breve, esse ciclo que seria leviano dizer se é vicioso ou virtuoso não pode e nem vai parar, pois, embora possa ser injusto do ponto de vista concorrencial é necessário para que a roda da economia gire e gere empregos e receita.

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